"Hoje, me sinto apta para viver qualquer personagem. Posso pegar um papel dificílimo, que sei que vou dar conta. Não sinto um peso a mais. Isso vem quando amadurecemos."
Letícia Sabatella

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Artistas e ONGs pedem aprovação da PEC do Trabalho Escravo

Votação da proposta que confisca propriedades de quem explorar trabalhadores foi adiada para quarta-feira

Nesta terça-feira (8), representantes de negros, quilombolas, indígenas e ciganos defenderam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Escravo (438/01). A eles se juntaram artistas da Organização Não Governamental (ONG) Humanos Direitos, como Letícia Sabatella, Osmar Prado, Marcos Winter e Leonardo Vieira. A votação do texto na Câmara dos Deputados, que estava prevista para ocorrer na sessão extraordinária de hoje, foi adiada para esta quarta-feira (9). 

Em audiência pública, os grupos debateram hoje a PEC, que prevê, entre outras questões, a expropriação de propriedades rurais ou urbanas onde seja constatado o trabalho escravo.
A proposta não é consenso entre os parlamentares. Os deputados que defendem a causa ruralista criticam a PEC, pois acreditam que ela não define o que é trabalho escravo. 

Os artistas da Humanos Direitos entregaram ao presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), um abaixo-assinado com 65 assinaturas, que se somam às mais de 58 mil colhidas na página da internet Avaaz, com o apoio da ONG Repórter Brasil. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) também entregou manifesto com 99 assinaturas de bispos de todo o Brasil a favor da aprovação da proposta.

“Os artistas declaram total e irrestrito apoio à PEC. Os que são contra, deveriam trabalhar 15 dias como escravos para ver como é. Com isso, a aprovação seria rapidinho”, brincou o ator Osmar Prado. 

Para o presidente da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), Edson França, a tarefa do Congresso Nacional deve ser a de acabar com os resquícios da escravidão no Brasil. Ele avaliou que a aprovação da PEC é fundamental para que se alcance esse objetivo, mas que é preciso também o governo investir em ações específicas para resgatar as comunidades tradicionais.

Fonte: Época

08/05/2012


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