Se Letícia Sabatella quiser, um dia ela pode ser índia, viver pelada, pintada de verde, num eterno domingo. Ser um bicho-preguiça, espantar turistas e tomar banho de sol. Exatamente como nos versos da música ‘Baila Comigo’, de Rita Lee. Estreante no papel de diretora de cinema, a atriz mostra no documentário ‘Hotxuá’, feito em parceria com Gringo Cardia, como se vive na tribo dos Krahô, em Palmas, no Tocantins.
“Eu admiro o modo de vida simples. É estar com o pé no chão. Não tem luxo, mas, ao mesmo tempo, tem riqueza. Seu pé não suja. Você nada no rio cinco vezes por dia, deita e vê estrela cadente. Acho que todo mundo devia buscar ter um pouco disso, seria um futuro mais saudável”, conta Letícia Sabatella, que, durante as filmagens, incorporou um desses hábitos. “Ia tomar banho de rio à noite com Gringo”, revela ela.
E, pelo que parece, a morena não vai se desligar tão cedo do povo indígena. Ela também é a estrela de um dos episódios da série ‘As Brasileiras’, que, coincidentemente é ambientado em Niterói, terra de Arariboia, e vai ser exibido dia 19 de abril, Dia do Índio. “Existem muitos índios espalhados por aí, é incrível. Não sabia do Arariboia. Gravamos mais na Estação das Barcas as externas. O resto foi feito em estúdio”, explica.
Longe da televisão desde ‘Caminho das Índias’ (2009), Letícia ainda ouve nas ruas comentários sobre a jararaca Yvonne, da trama de Glória Perez. Apesar de ter curtido a experiência de viver uma vilã, a atriz confessa que gostaria mesmo de migrar para a comédia. “Eu tento me reinventar o tempo todo. Gosto de fazer coisas mais cômicas, como a Latiffa, de ‘O Clone’. Mas tem gente da minha família que diz: ‘Era tão legal quando você fazia a Yvonne. Agora já voltou a ficar boazinha’”, diverte-se ela.
No episódio ‘A Apaixonada de Niterói’, da série ‘As Brasileiras’, Letícia interpreta uma mulher que faz de tudo para recuperar seu amor.
Com 21 anos de carreira na bagagem, Letícia Sabatella, que ganhou fama ao interpretar a prostituta Thaís da novela ‘O Dono do Mundo’ (1991), de Gilberto Braga, pretende expandir ainda mais seus horizontes artísticos em 2012. “Quero misturar teatro e música. Não é exatamente um musical. Gosto do ambiente do palco e de show. Quero começar por aí. Não vou virar ‘a cantora’, mas a música é muito forte, tenho capacidade de compor. Posso desenvolver mais isso. Tenho um piano em casa. Brinco nele”, revela a atriz, que debuta como cineasta nos cinemas sexta-feira.
A princípio, Letícia não seria a diretora de ‘Hotxuá’ (Sacerdote do Riso) — que será exibido hoje, em sessão gratuita, seguida de debate com a presença da própria no Ponto Cine, em Guadalupe, às 19h. “Eu já tinha trabalhado em uns curtas-documentários com o Ângelo (Antônio, seu ex-marido). Chamei a Leila Hipólito para dirigir, mas ela não pôde fazer. Então me orientou. Eu também já tinha algum ‘know-how’ de cinema. Eu e Gringo trabalhamos muito. Carreguei equipamentos. Era uma ação de guerra. Eu acho que quero ser atriz por mais tempo”, garante ela, que pensa em dirigir um filme de ficção. “Só que bem mais para frente”, completa.
Fonte: Portal RG
Fonte: Portal RG
13/02/2012

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